domingo, 16 de novembro de 2025

descompasso



Nem sempre andamos no compasso exato da vida. O "eu te amo" muitas vezes sai meio fora de hora. Assim como aquele "tchau", tantas vezes necessário. Vida estranha essa nossa, que não nos dá sinais claros. Ou será que andamos distraídos demais?

Mais fáceis são o "bom dia", "boa tarde" e "boa noite". Esses, ao contrário dos "tchaus" e dos "eu te amo", sempre tem uma marcação temporal precisa. Mas mesmo assim, humanos que somos, vez ou outra ainda nos esquecemos de dar aquele simples "bom dia".

Entre medos, paixões e tantas outras distrações seguimos no descompasso da vida. Nesse ritmo que, inutilmente, tentamos seguir.

Inutilmente por que, com o tempo, descobrimos que o ritmo não vem de fora. Vem de dentro. E daí que, no final das contas, não tem descompasso nenhum. O tempo é o tempo de cada um.

6 comentários:

  1. Guilherme Poetzscher é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. Torço muito para que essa poesia contida, real e clara como a água pura, desabroche inteira, perfeita e linda como uma flor.

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    1. Assim eu fico até envergonhado, Ritinha. Rs

      Acolho o elogio, apesar do exagero na parte da inteligência.

      Obrigado.

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  2. Modéstia é uma característica normalmente ativa na rotina dos inteligentes. Sempre aprendo com vc.

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    1. Elogio acolhido na íntegra. Mas tbm, tive muitos mestres e muitas mestras.

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  3. Belíssimo texto, Guiga, lírico e ao mesmo tempo filosófico, sobre o tempo que se ausenta de nós. Continue esse exercício da escrita, deixe fluir...

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  4. Obrigado, Sérgio. Suas palavras tem muito valor. O Rio não é tão caudaloso, mas vez ou outra consigo tirar um copo de água limpa.

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